COACH DO DIA: PRIORIDADES(Português)

PRIORIDADES

Billy Graham, algumas semanas atrás comemorou seus 95 anos de idade e nesta ocasião deu uma entrevista onde falou daquilo que Ele faria diferente em seu ministério si pudesse voltar no tempo.  Citou três pontos: Primeiro teria mais tempo com Deus, estudando sua Palavra e não somente abri-la para buscar estudar para um sermão, falaria menos e estudaria mais. Segundo, teria mais tempo com minha família, muitas vezes deveria dizer não a alguns compromissos, não o fiz e meus filhos, minha família sofreram consequências desnecessárias. Terceiro, gastaria mais tempo com meus irmãos em Cristo, com a igreja.

Quando tinha 23 anos de idade, fui ordenado pastor, estava em meu terceiro ano de matrimônio, meu primeiro filho, tinha apenas dois anos de idade. Fui convidado para ser pastor auxiliar na Primeira Igreja Batista de Londrina, Paraná. Minha jovem esposa Eliana, pela primeira vez ia viver longe de sua família, eram 1000 kilometros de distancia de Macaé, onde vivia nossos pais e toda nossa família. Era uma Igreja de 800 membros, o pastor principal nos convidou para o ministério da visitação dos membros e atender os enfermos nos hospitais.  Minha paixão já era nesse tempo a capelania e o ministério com os enfermos. A igreja me havia permitido dedicar metade de meu tempo como capelão no Hospital Evangélico e o Hospital de Câncer de Londrina. Está com as pessoas, escutar suas historias e poder oferecer contenção em tempo de crises, era um grande desafio para mim. Em meu entusiasmo por este ministério, o desejo de colocar em prática todo meu potencial, me dedicava tempo integral no “REINO DE DEUS”.

Saía de casa bem cedo e voltava entre 8 a nove da noite, todo o dia cuidando de outros, escutando seus problemas, dando contenção, confortando e socializando.  Tinha toda a paciência necessária e com alegria estava com as pessoas, seja nas visitas caseiras, como nas visitas nos hospitais.

Pensava como jovem pastor que poderia ser o “Messias”, o “Consolador” e como sempre dizia um amigo, pensava que era a última Coca-Cola do Deserto.  Portanto quando chegava a casa, o que menos queria é falar ou mesmo escutar, me sentava na poltrona individual, abria meu jornal (meu vicio), não queria ser perturbado, estava cansado, queria distrair minha mente, si fosse nos dias de hoje, certamente estaria em frente a um computador jogando ou viajando na internet.

Em Casa esta minha jovem esposa, 23 anos, passava todo o dia cuidando da casa e de meu filho. Estou certo que anelava por minha chegada, com ganas de compartir o dia e ter finalmente com quem falar ou dialogar. Do outro lado estava meu filhinho, apenas dois anos de idade, esperando com expectativa a papai, para poder jogar, brincar ou passear.

Em minha inocência e imaturidade dos 23 anos, não me dava conta de toda a carga emocional que recebia durante todo o dia, escutando e estando com pessoas em crises ou enfermas. Não sabia como equilibrar o trabalho e família.  Se minha esposa tentava ter um diálogo, o máximo que ganhava de atenção era um “humm… hum…”, ou “annn….”, expressões monossílabas, sem tirar meus olhos de meu jornal.  Lembro-me com tristeza, minha reação diante de umas das tentativas de meu filho para ganhar minha atenção, como nunca prestava atenção a sua presença, sua reação foi rasgar meu jornal em dois, o que provocou minha ira explosiva, gritei e com violência Le dei uma boa chinelada, além de gritar com sua mãe, porque não o controlava. Que tonto e estúpido foi meu comportamento, quanta ignorância, mas, sobretudo imaturidade, descontrole emocional e incongruência espiritual.

“Dentro de mim, me sentia realizado “espiritualmente”, havia dedicado todo o meu dia no “Trabalho do Reino de Deus”, assim me haviam ensinado, “Primeiro o Reino”,” aquele que não deixa pai, irmão, família… não é digno para o Reino”  , nunca parei para fazer uma hermenêutica do texto, nunca havia pensado em questionar o que  havia aprendido nas “mensagens tóxicas”,  dos púlpitos e seminários teológicos.

Certo dia, minha jovem senhora, já no limite e esgotada emocionalmente, sentindo-se abandonada, e deprimida; não posso imaginar a angustia de uma jovem esposa de pastor, sem o apoio de sua família, que estava distante, o sentimento de cumprir o “Dever de ser esposa de pastor”, e a culpa e o sentimento de estar impedindo ou sendo um tropeço para seu esposo em seu trabalho no “REINO”. Um prato cheio para o inimigo atacar, a fragilidade emocional e espiritual.  Chegou a pensar que a vida não tinha mais sentido. Pela misericórdia de Deus, foi buscar ajuda de  nosso pastor principal, ademais de ser pastor era um psicólogo. No mesmo dia, fui chamado ao gabinete pastoral e por primeira vez alguém me abre os olhos:” Me disse: Odenir saiba de uma coisa, enquanto tiver sua família, terá seu ministério, mas se perde sua família ou se acaba seu matrimonio, esteja certo que aí termina seu ministério”. Esta amada igreja, naquela ocasião, me enviou a um hotel, para uma segunda lua de mel, agora junto com meu filho, para que pudesse aprender e mudar minhas prioridades.

Buscar primeiro O REINO, não é ativismo religioso, não tem que ver com a igreja institucional, mas sim, é uma busca da presença e do REINADO DE DEUS EM NOSSAS VIDAS. É o tempo que dedicamos para uma intimidade com Deus. Tão simples e tão lógico, não posso ministrar e trabalhar no Reino, si não estou em comunhão com o Rei de minha vida, si não me alimento cada dia com sua Palavra e si não entro diariamente em sua presença para receber suas orientações para obra do Reino.

Meu querido leitor, meu desejo é que você tenha bem claro suas PRIORIDADES: Primeiro, busque o Reino, permita que o Senhor Reine em sua vida. Segundo, cuide de ti, ninguém pode cuidar de outros, si não esta bem com sigo mesmo, ninguém pode amar a outro se não ama a si mesmo. Terceiro, sua esposa é a pessoa mais importante em sua vida, depois estão os filhos, ou seja, sua família. Quarto, seu trabalho (Profissão), se você é um pastor, seu ministério e por fim a Igreja (Instituição religiosa).

Se você tem comunhão com Deus, estarás bem com você mesmo, si estou bem pessoalmente, estarei bem com minha esposa, si estou bem em meu matrimonio, minha relação com meus filhos será sana, si minha família esta bem, poderei concentrar-me e dar o melhor de minha vida profissional em meu trabalho e si minha relação com Deus, com minha família, com meu trabalho, estão bem, com alegria e gozo estarei na Casa do Senhor, para adorar, servir e acima de tudo dar graças por todas as bênçãos recebidas em minha vida.

 Odenir Figueiredo Jr.

Capelão e Coach

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